
Combater o abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes é a proposta da campanha “Maio Laranja”, aberta oficialmente nesta quarta-feira (6), em Campo Mourão. O intuito é mobilizar e convocar a sociedade para o engajamento contra a violação dos direitos do público infantil.
A abertura da campanha, em frente ao Paço Municipal, contou com a presença de representantes da rede de Assistência Social e autoridades do município, como o prefeito Douglas Fabrício, a vice, Fátima Nunes, vereadores Bina Teixeira, Hélio HG e Eliane do Café, a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Calderan, o juiz diretor do Fórum de Campo Mourão, Edson Jacobucci Junior e o promotor público Luciano Rahal.
No município a campanha tem à frente o CREAS, serviço especializado da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEASO). A programação prevê a colocação de faixas com o tema da campanha e flores artificiais de gerbera, utilizada como símbolo da campanha em razão da cor laranja, nas instituições que fazem parte da rede de assistência. No dia 18 de maio será apresentada uma peça de teatro sobre o tema no Teatro Municipal.
As faixas e flores serão colocadas no Fórum Estadual, CREAS, Conselho Tutelar, Delegacia da Mulher e Defensoria Pública. “Faça Bonito: Proteja Nossas Crianças e Adolescentes” é o slogan da campanha nacional. O dia 18 de maio foi instituído por meio de lei federal em função da morte da menina Aracelli, em Vitória (ES), que aos oito anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada.
Em Campo Mourão esse tipo de violência também preocupa a rede de assistência, já que muitos casos não são denunciados porque mais de 80 por cento ocorrem no ambiente familiar. Em 2025, o CREAS atendeu 187 novos casos de crianças e adolescentes em situação de violências e desse total, 58 foram de violência sexual. Em 2026, em quatro meses, foram 128 crianças e adolescentes acompanhadas no CREAS em decorrência de situação de violência.
Para denunciar e comunicar uma situação de violência, pode ser acionado o Conselho Tutelar, a Delegacia da Mulher ou através do Disque 100, que é a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.





