
O advogado João Alves Cruz, que defende Anderson, acusado de envolvimento na morte de Isabel Brilhador, de 65 anos, em Campo Mourão, afirmou que seu cliente é inocente e que não teria motivação para cometer o crime.
Em entrevista à TV Carajás, Cruz disse que Anderson colaborou com as investigações e que informações apresentadas pela defesa, na avaliação do advogado, afastariam sua participação no homicídio. Segundo ele, Anderson mantinha um relacionamento com Isabel havia cerca de dois anos e recebia dela ajuda financeira.
A defesa também questiona a principal linha de investigação adotada pela Polícia Civil e afirma que outras possibilidades deveriam ser consideradas, inclusive a eventual participação de outras pessoas que teriam relação com a vítima.
O advogado ainda aponta dúvidas sobre laudos periciais, o horário da morte e o local exato onde Isabel teria sido assassinada. A defesa aguarda também resultados de perícias realizadas em veículos relacionados ao caso.
Cruz afirmou que uma testemunha teria relatado ter visto uma pessoa entrando na residência de Isabel após os fatos. Segundo ele, esse e outros elementos poderão ser apresentados para questionar a participação de Anderson no crime.
Relembre o caso
Isabel Brilhador desapareceu em 4 de setembro de 2026. Após o registro do desaparecimento, a Polícia Civil iniciou as buscas e passou a analisar imagens, celulares e depoimentos.
Em 10 de setembro, Anderson foi preso temporariamente. A investigação apontou contradições em seus depoimentos, enquanto a defesa sempre sustentou sua inocência.
No dia 15 de setembro, o corpo de Isabel foi encontrado enterrado no quintal da própria residência, no Jardim Cidade Alta, em Campo Mourão. O caso segue em investigação e os argumentos apresentados pela defesa ainda serão analisados no decorrer do processo.










