Eleições deixam saldo de mortes, atropelamentos e agressões: comemorações terminam em tragédia e acendem alerta

Mortes, acidentes graves e brigas marcam episódios registrados durante manifestações e comemorações eleitorais. Casos reforçam o alerta sobre os riscos da imprudência, do consumo de álcool e da intolerância política.

O período de comemorações eleitorais foi marcado por episódios graves em diferentes cidades, envolvendo mortes, atropelamentos e agressões. Os casos mostram como situações que deveriam representar uma manifestação democrática podem terminar em tragédia quando há imprudência, violência ou desrespeito entre pessoas com opiniões diferentes.

Em Mangueirinha, no Sudoeste do Paraná, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), após ser atropelado por um motorista embriagado que teria furado um bloqueio policial e atingido quatro pessoas durante uma comemoração eleitoral. Segundo as informações divulgadas, o teste do bafômetro apontou 0,67 mg/L de álcool por litro de ar expelido. O condutor foi preso, e o caso passou a ser investigado pelas autoridades.

Em Campina da Lagoa, Geraldo Peixoto Alencar, de 79 anos, morreu após permanecer 20 dias internado em coma. Ele teria sido atingido por uma motocicleta enquanto acompanhava uma carreata como espectador. A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e apurar eventuais responsabilidades.

Já em Goioerê, uma discussão entre duas mulheres motivada por provocações relacionadas ao resultado da eleição terminou em agressões físicas. As envolvidas teriam sofrido escoriações e manifestado a intenção de registrar ocorrência policial.

Outro caso trágico ocorreu em Goianésia, onde Matheus Henrique Oliveira Silva, de 19 anos, morreu após cair de um caminhão em movimento durante uma carreata de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro. Segundo informações divulgadas, o jovem estava na carroceria do veículo com outras pessoas e teria tentado descer enquanto o caminhão ainda estava em movimento. As circunstâncias exatas do acidente são objeto de apuração.

O alerta que fica após as eleições

Os episódios evidenciam riscos que vão além da disputa nas urnas. Carrocerias de caminhões ocupadas por pessoas durante carreatas, veículos em movimento, consumo de bebidas alcoólicas ao volante e confrontos motivados por divergências políticas podem colocar vidas em perigo.

A rivalidade eleitoral também exige atenção. Provocações e discussões podem evoluir para agressões, conflitos familiares e problemas judiciais, com consequências que permanecem mesmo depois do encerramento da votação.

O direito de comemorar uma vitória ou lamentar uma derrota faz parte da democracia. Entretanto, esse direito não elimina a responsabilidade de respeitar os demais, cumprir as leis de trânsito e preservar a segurança coletiva.

O resultado de uma eleição é temporário, mas as consequências de um acidente ou de um ato de violência podem ser irreversíveis. A disputa política termina, os candidatos seguem seus caminhos, mas as famílias atingidas pela perda de um ente querido precisam conviver com a dor.

O principal alerta é que nenhuma comemoração, provocação ou divergência política justifica colocar vidas em risco. Democracia pressupõe liberdade de expressão, respeito às diferenças e responsabilidade nas atitudes.

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locomonteiro@gmail.com

Escritor & Fundador

Sargento Aposentado da Polícia Militar, nascido em Campo Mourão, no ano de 1975, pai rasteleiro e mãe lavadeira, começou sua vida profissional como boia-fria, ofice-boy e aprendiz de datilografo e Radialista. Em 1997 entrou para a Polícia Militar do Paraná, onde atuou por mais de 26 anos, junto a equipe do Programa de prevenção contra as drogas-PROERD, chegando ao comando do Pelotão de Patrulha Escolar de Campo Mourão de 2019 a 2023, ano em que capacitou Profissionais da Educação contra os Ataques em Escola. De origem católica, é Ministro Eucarístico, Campista, atua nas Pastorais, Familiar e Judiciária. Casado há 28 anos com Ana Paula, com quem tem 02 filhos, Matheus e Vitor.
Claudio Monteiro é formado em Direito pela Faculdade Maringá, Pós Graduado em Gestão Publica e Direitos Humanos pela UEPG, e especialista em Direito Matrimonial Canônico pela PUC-MG.

Patrulha 190

Advogado, Sargento Aposentado da PMPR, nascido em Campo Mourão, no ano de 1975, começou sua vida profissional como boia-fria, ofice-boy, aprendiz de datilografo, Radialista e Policial. Atuou por mais de 26 anos na PM,  junto a equipe do Programa de prevenção contra as drogas-PROERD, comandou o Pelotão de Patrulha Escolar , capacitou Profissionais da Educação contra os Ataques em Escola. De origem católica, é Ministro Eucarístico, Campista, atua nas Pastorais, Familiar e Judiciária. Casado há 30 anos com Ana Paula, com quem tem 02 filhos, Matheus (in memorian) e Vitor Hugo.

 
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