
O primeiro ano de utilização das ovitrampas em Campo Mourão confirma a eficácia da estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde para fortalecer o monitoramento e o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (6), durante reunião do Comitê Gestor da Dengue, realizada no Sesc.
Atualmente, o município conta com 259 ovitrampas (armadilhas) distribuídas em pontos estratégicos da área urbana. Elas simulam um criadouro, atraindo a fêmea do mosquito para a deposição dos ovos. A partir da coleta e análise laboratorial desse material, é possível identificar a densidade do vetor em cada região da cidade, permitindo que as equipes de endemias direcionem as ações de forma mais rápida, precisa e eficiente.
Com essa metodologia, o monitoramento da infestação passou a ser realizado de forma mais frequente, possibilitando o redirecionamento das equipes para os locais com maior incidência do mosquito e aumentando a eficiência das ações preventivas.
Entre os meses de maio e julho, os agentes de combate às endemias emitiram 83 notificações para que proprietários realizassem a limpeza de terrenos e eliminassem possíveis criadouros do mosquito.
Durante a reunião, também foi apresentado o boletim epidemiológico atualizado até o dia 4 de agosto. Campo Mourão registrou 221 notificações de dengue, com um caso confirmado e 10 exames aguardando resultado. Em relação à chikungunya, foram registradas duas notificações, sendo um caso positivo. Não houve registro de casos de zika no município.
O Comitê Gestor também definiu a próxima mobilização de conscientização, que será realizada no terceiro sábado de setembro, durante o Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias. A iniciativa faz parte de um movimento global voltado ao combate ao descarte irregular de resíduos, prática que contribui para a formação de criadouros do mosquito e causa impactos ao meio ambiente.
A Prefeitura reforça que, embora o monitoramento por meio das ovitrampas tenha ampliado a eficiência das ações de vigilância, o combate ao mosquito depende da participação de toda a população. A eliminação de recipientes que acumulam água em quintais, terrenos e imóveis continua sendo a medida mais eficaz para evitar a proliferação do Aedes aegypti e proteger a saúde da comunidade.


