
Novos detalhes revelam a gravidade do atentado ocorrido no Hospital Cemil nesta quarta-feira (15). O médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, aproveitou o momento em que estava sentado atrás de seu professor para tentar executá-lo com um tiro. Ele errou o alvo principal, mas o disparo atingiu de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos que estava no consultório.
Segundo o Tenente-Coronel Carlos Peres, nem o médico nem a paciente perceberam quando o agressor sacou o revólver calibre .32. A mulher foi socorrida e não corre risco de morte. A ala da ortopedia foi isolada para perícia.
Fuga e Prisão
Após o crime, Gabriel fugiu a pé e rendeu um motorista, efetuando um novo disparo contra o chão para intimidar a vítima e roubar o veículo. A PM interceptou o suspeito pouco depois, encontrando com ele a arma e 23 munições (6 no tambor e 17 no bolso). O Coronel destacou que o uso do jaleco facilitou a entrada da arma no hospital, que não possui detectores de metais.
Desfecho
Gabriel, formado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, foi autuado por tentativa de homicídio e roubo. Em nota, o Hospital Cemil lamentou o “incidente isolado”, repudiou a violência e confirmou o desligamento imediato do médico do programa de residência. A Polícia Civil investiga agora a motivação do ataque.


