Prefeitura de Campo Mourão rebate Sanepar e cobra explicações sobre alagamentos em estação de esgoto

A Prefeitura de Campo Mourão contestou as declarações da Sanepar sobre os alagamentos na estação elevatória de esgoto do Jardim Gutierrez e cobrou providências da concessionária para evitar novos problemas e possíveis danos ambientais.

Em nota oficial, o Município afirma que a Sanepar tinha conhecimento das obras de desassoreamento do Parque do Lago, participou das discussões sobre a intervenção e foi notificada formalmente em dezembro de 2025 para prestar esclarecimentos sobre a situação da estação elevatória.

Segundo a administração municipal, as obras do Parque do Lago possuem licença ambiental, foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, do qual a Sanepar faz parte, e são acompanhadas pelo Ministério Público do Paraná.

A Prefeitura informou ainda que, em 19 de dezembro de 2025, encaminhou uma contranotificação extrajudicial à concessionária, questionando a instalação da estação em uma área sujeita a alagamentos e cobrando medidas para impedir o lançamento de esgoto no Rio do Campo.

O Município também solicitou documentos referentes ao licenciamento ambiental, aos projetos da estrutura e aos mecanismos de segurança utilizados para evitar transbordamentos.

Outro ponto destacado pela Prefeitura é que, conforme a documentação mencionada na nota, chuvas de baixa intensidade já seriam suficientes para provocar a submersão das bombas da estação, o que, na avaliação municipal, indica possíveis problemas operacionais anteriores às intervenções no Parque do Lago.

A administração municipal considera inadequado atribuir automaticamente os alagamentos às obras públicas sem esclarecer as condições de funcionamento da estação e as medidas preventivas adotadas pela concessionária.

Por fim, a Prefeitura informou que poderá adotar medidas administrativas e judiciais para exigir esclarecimentos e soluções definitivas, visando proteger o Rio do Campo, o meio ambiente e a população.

A manifestação representa a posição oficial da Prefeitura de Campo Mourão. As alegações sobre as causas dos alagamentos e as responsabilidades envolvidas ainda dependem de esclarecimentos técnicos.

CONFIRA A NOTA OFICIAL NA ÍNTEGRA:

NOTA OFICIAL

Prefeitura de Campo Mourão rebate declarações da Sanepar e cobra responsabilidade sobre alagamentos em estação elevatória

A Prefeitura de Campo Mourão contesta as declarações da gerente da Sanepar no município sobre os alagamentos na estação elevatória de esgoto do Jardim Gutierrez e esclarece que a companhia tinha conhecimento das obras do Parque do Lago, participou das discussões relacionadas à intervenção e foi formalmente notificada pelo Município em dezembro de 2025 para apresentar esclarecimentos e adotar providências diante dos problemas registrados.

As obras de desassoreamento do Parque Joaquim Teodoro de Oliveira (Parque do Lago) possuem licença ambiental, foram amplamente divulgadas desde 2023, receberam aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente, do qual a própria Sanepar é integrante, e estão sob fiscalização do Ministério Público do Paraná. Portanto, não se trata de uma intervenção desconhecida pela companhia ou realizada sem os procedimentos ambientais pertinentes.

Em 19 de dezembro de 2025, a Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (SEMA) e de Infraestrutura, Segurança e Mobilidade Urbana (SEIMOB), encaminhou uma contranotificação extrajudicial à Sanepar, em resposta à notificação apresentada pela própria companhia. No documento, o Município questionou a adequação da estação elevatória do Jardim Gutierrez, instalada em área sujeita a alagamentos, e cobrou providências urgentes para evitar o derramamento de efluentes no Rio do Campo.

A Prefeitura também solicitou a apresentação dos projetos aprovados da estação, da licença ambiental e do decreto de utilidade pública para sua instalação em Área de Preservação Permanente (APP), além de esclarecimentos sobre a capacidade de armazenamento, o dimensionamento do sistema e a existência de dispositivos de segurança contra o transbordamento de esgoto.

Na ocasião, a Prefeitura foi clara ao apontar que a fragilidade da estrutura não poderia ser atribuída automaticamente às obras do Parque do Lago. A própria notificação encaminhada pela Sanepar reconhecia que chuvas de baixa intensidade já eram suficientes para provocar a submersão das bombas, evidenciando um problema operacional que exigia atenção da concessionária.

Causa estranheza, portanto, que a companhia atribua agora às obras municipais a origem do problema sem esclarecer adequadamente as condições em que a estação foi instalada, sua vulnerabilidade histórica a alagamentos e as providências adotadas para garantir a segurança e a continuidade do serviço.

A Prefeitura reconhece a importância dos serviços de saneamento e não admite que a população e o meio ambiente sejam expostos aos riscos decorrentes de falhas operacionais. A prestação dos serviços públicos de água e esgoto em Campo Mourão é objeto de contrato de concessão com a Sanepar, que deve cumprir suas obrigações e garantir a adequada operação de suas estruturas.

Como poder concedente, a Prefeitura não se furtará às suas responsabilidades, mas também não aceitará a transferência indevida de obrigações que cabem à concessionária. Diante da gravidade da situação, a Prefeitura adotará as medidas administrativas e legais cabíveis para exigir os esclarecimentos necessários, a execução das intervenções pertinentes e a proteção do Rio do Campo e da população de Campo Mourão.

A prioridade é garantir uma solução efetiva, segura e definitiva para o problema, com transparência, responsabilidade e respeito ao interesse público.

locomonteiro@gmail.com

Escritor & Fundador

Sargento Aposentado da Polícia Militar, nascido em Campo Mourão, no ano de 1975, pai rasteleiro e mãe lavadeira, começou sua vida profissional como boia-fria, ofice-boy e aprendiz de datilografo e Radialista. Em 1997 entrou para a Polícia Militar do Paraná, onde atuou por mais de 26 anos, junto a equipe do Programa de prevenção contra as drogas-PROERD, chegando ao comando do Pelotão de Patrulha Escolar de Campo Mourão de 2019 a 2023, ano em que capacitou Profissionais da Educação contra os Ataques em Escola. De origem católica, é Ministro Eucarístico, Campista, atua nas Pastorais, Familiar e Judiciária. Casado há 28 anos com Ana Paula, com quem tem 02 filhos, Matheus e Vitor.
Claudio Monteiro é formado em Direito pela Faculdade Maringá, Pós Graduado em Gestão Publica e Direitos Humanos pela UEPG, e especialista em Direito Matrimonial Canônico pela PUC-MG.

Patrulha 190

Advogado, Sargento Aposentado da PMPR, nascido em Campo Mourão, no ano de 1975, começou sua vida profissional como boia-fria, ofice-boy, aprendiz de datilografo, Radialista e Policial. Atuou por mais de 26 anos na PM,  junto a equipe do Programa de prevenção contra as drogas-PROERD, comandou o Pelotão de Patrulha Escolar , capacitou Profissionais da Educação contra os Ataques em Escola. De origem católica, é Ministro Eucarístico, Campista, atua nas Pastorais, Familiar e Judiciária. Casado há 30 anos com Ana Paula, com quem tem 02 filhos, Matheus (in memorian) e Vitor Hugo.

 
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