
Em menos de dois anos, mais de 80 nascentes existentes no município de Campo Mourão foram protegidas pelo projeto ambiental Sanear, realizado por professores e acadêmicos do curso de Geografia da Unespar, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem Estar Animal (SEMA).
Num período de 18 meses, o projeto executou ações e capacitou agricultores nas comunidades rurais Barreiro das Frutas, Km 128, Pingo D’água, Alto Alegre, São Benedito, Rio do Campo e distrito de Piquirivaí. O projeto trabalha com a técnica de aplicação de solo-cimento como forma de proteção das nascentes utilizadas pelas famílias, melhorando a qualidade da água consumida, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


“A água é um dos recursos naturais mais importantes, fundamental para a existência da vida, não apenas dos seres humanos, mas de todas as espécies. Porém, é possível observar que muitos corpos hídricos vêm sendo degradados, resultado do descarte inadequado de lixo, aplicação desordenada de agrotóxicos, reagentes químicos, dentre outros”, analisa do professor Jeferson Crispim, coordenador do projeto.

Na zona rural, a contaminação da água tem relação, principalmente, com as atividades agrícolas. Com a parceria da SEMA, IDR, agricultores e Horto Municipal com fornecimento de espécies nativas para reflorestamento, os professores e acadêmicos da Unespar utilizaram de técnicas da sensibilização e conscientização ambiental com as famílias, ressaltando a importância da preservação dos mananciais, assim como a restauração da vegetação ripária e a aplicação da técnica de proteção as nascentes.
“Os trabalhos apresentam excelentes resultados socioambientais e os agricultores participam do processo demonstrando preocupação e interesse em preservar a fonte hídrica e seu entorno”, enfatiza o secretário municipal da SEMA, Franco Sanches.
A técnica de recuperação e proteção da nascente proporciona uma melhoria da qualidade da água, porém para manter uma boa qualidade, são realizadas orientações para adicionar mensalmente 200 ml de hipoclorito de sódio por meio do tubo de desinfecção localizado na parte superior da proteção, com a finalidade de eliminar agentes patogênicos. Outra orientação é a limpeza da caixa d’água antes do consumo, ressaltando a importância de realizar esses procedimentos regularmente.
Os resultados já apresentados pelo projeto foram apresentados em eventos de divulgação científica, como o CONCCEPAR, Dia da Água; Empreendweek e Feira Caminhos da Produção Orgânica.
