
A Prefeitura de Campo Mourão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou oficialmente, na tarde desta quinta-feira (14), o Programa Recomeço, iniciativa que fornece cateteres hidrofílicos a pacientes com bexiga neurogênica. O evento foi realizado nas dependências do CAPS AD, anexo ao Centro Social Urbano, e contou com a presença do prefeito Douglas Fabrício, da secretária municipal de saúde Camila Corchak, da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Lenilda de Assis, servidores municipais e pacientes beneficiados.
O programa começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos e tem como objetivo proporcionar mais conforto, segurança e autonomia para pacientes que realizam cateterismo vesical intermitente (cateter de alívio). Atualmente, 22 pacientes são atendidos, com fornecimento de cateteres para um período de 60 dias. Neste primeiro momento, são contemplados usuários do SUS residentes em Campo Mourão com diagnóstico de mielomeningocele e atletas do paradesporto do município.
O modelo de cateter escolhido para o programa possui um revestimento especial que se ativa com água, tornando o procedimento mais confortável e seguro. Essa tecnologia reduz o atrito com a uretra, diminuindo lesões e o risco de infecções urinárias — complicações comuns no uso prolongado de cateteres de PVC. Com ele, o procedimento se torna mais fácil e menos doloroso.
Segundo a secretária Camila Corchak, o programa representa um avanço importante para a saúde local. “Para nós é um passo muito importante poder proporcionar um material médico que vai dar maior qualidade de vida a quem realmente precisa. Este material inovador reduz infecções, traz mais conforto e segurança, e é resultado de dois anos de trabalho e diálogo. É um passo de formiga que damos todos os dias, mas juntos conseguimos evoluir e melhorar o atendimento”, afirmou.
O prefeito Douglas Fabrício destacou o esforço da equipe para modernizar o atendimento e trazer soluções mais eficientes. “Já ampliamos o atendimento em diversas áreas e, agora, buscamos tecnologia e inovação para atender melhor. O projeto já existia, mas com este novo dispositivo houve um salto de qualidade para os pacientes”, ressaltou.
Para quem já utiliza o cateter hidrofílico, a mudança tem feito a diferença. Jéssica da Silva, mãe da pequena Letícia, de três anos, que tem mielomeningocele, relata que a troca do cateter de PVC pelo novo modelo trouxe ganhos imediatos. “Houve redução das lesões e das infecções. Também ficou mais fácil lidar com a rotina”, contou.

A inclusão de novos pacientes no programa é feita por meio de avaliação dos profissionais da rede municipal de saúde. O atendimento deve ser solicitado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).