
O senador eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h o horário de votação no segundo turno das eleições, e levantou questionamentos sobre a tramitação do pedido.
Segundo Dallagnol, a decisão teria desconsiderado a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e regras relacionadas à distribuição de processos no Supremo. Ele também questionou o fato de o pedido apresentado pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sido analisado por Zanin, que atuou como advogado de Lula antes de assumir o cargo de ministro.
O parlamentar também apontou possíveis dificuldades operacionais para cumprir a determinação em locais onde a votação já havia sido encerrada. Na avaliação dele, a situação poderia gerar insegurança jurídica e tratamento desigual entre diferentes regiões do país.
Dallagnol ainda alegou que a medida poderia produzir efeitos políticos em favor de Lula e do PT. O senador classificou o episódio como um exemplo do que considera “abusos judiciais”.
As declarações representam a avaliação de Dallagnol sobre a decisão. Os questionamentos apresentados por ele não significam, por si só, que tenha ocorrido irregularidade no procedimento ou que a medida tenha favorecido eleitoralmente uma candidatura.









