
O assassinato da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, ocorrido na noite de sábado (5) em Maringá, ganhou destaque nos principais veículos de imprensa do país neste domingo (6). O crime chocou a região e repercutiu em portais como UOL, CNN Brasil e Folha de S.Paulo, impulsionado pelas circunstâncias do caso: um bebê de oito meses, filho da vítima, foi encontrado sozinho no apartamento junto ao corpo da mãe. O choro persistente da criança alertou os vizinhos, que acionaram as autoridades policiais.
O principal investigado pelo feminicídio é o companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. Conforme apuração policial, o crime teria ocorrido após uma discussão em meio a um relacionamento descrito como conturbado e recentemente reatado. Após deixar o local, o suspeito foi localizado pelas forças de segurança no município de Mandaguari, distante cerca de 30 quilômetros de Maringá. Ele apresentava ferimentos por arma branca, confessou informalmente o crime aos policiais e foi encaminhado para atendimento médico sob escolta policial, tendo sua prisão em flagrante efetivada.

Desdobramentos institucionais e profissionais marcaram a repercussão do caso na região. João Vitor atuava desde março como assessor jurídico na Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Marialva, que anunciou seu desligamento imediato após a confirmação do homicídio. Por sua vez, Gassi atuava como médica na rede municipal de saúde de Sarandi, onde era amplamente reconhecida; a administração municipal emitiu nota de pesar lamentando a perda da profissional.
A investigação policial segue em andamento para esclarecer a dinâmica exata do crime e a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito. O bebê de oito meses encontra-se atualmente sob os cuidados de familiares da vítima.








